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| Mesmo com lesões de Fernando e Caio Neves, esqui faz duas finais no Pan com seus atletas mais jovens |
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| Seg, 24 de Outubro de 2011 17:03 |
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No esqui, após lesões dos dois atletas mais experientes, Felipe Neves, de 22 anos, e Juliana Negrão, de 21, levam o Brasil às finais do slalom Por Antonio Alonso Jr
O esqui-aquático brasileiro encerrou sua participação no Pan de Guadalajara com uma medalha de bronze no Wake e um quinto e um sexto lugares no esqui-aquático. Das nove medalhas de ouro em disputa, os Estados Unidos levaram seis. Apesar do grande número de medalhas, países onde o esporte é amador, como o Brasil, tiveram pouca chance em Guadalajara. Para o Brasil, que não pôde contar com seus dois principais esquiadores, o balanço positivo ficou por conta das finais de slalom alcançadas por Felipe Neves e Juliana Negrão.
Foto: Jefferson Bernardes
No pan as modalidade do esqui aquático coloca nove medalhas em disputa, o mesmo número que a Vela, por exemplo. Existem várias modalidades competitivas no esqui-aquático. No Pan, elas são: saltos, truques, slalom, overall e wakeboard. Com a exceção do wake, que é só masculino, todas as outras premiam as categorias masculina e feminina. Além do wake, a modalidade mais praticada no Brasil é o slalom, na qual o esquiador precisa contornar seis bóias dispostas em sequência alternada e um corredor de bóias central onde passa o barco, denomina-se pista slalom. Cada vez que o esquiador completa uma pista, a corda que é presa ao barco é diminuída um pouco, para deixar a execução cada vez mais difícil.
"Esquiei com muita dor e contra a recomendação médica. Fiz isso pelo esporte e por mim. Queria provar que não viemos ao México a passeio. Eu acreditei que dava, mas infelizmente foi impossível esquiar de verdade", confessou Fernando. Depois de sua apresentação, ele teve de ser removido de helicóptero direto ao hospital. "Cheguei muito mais longe do que eu pensei! Depois da competição, a dor foi insuportável e só fui destravar no hospital".
Foto: Wagner Carmo
A responsabilidade então sobrou para o irmão mais novo, Felipe, que surpreendentemente se classificou para as finais em sexto lugar, posição que confirmou na passada final, neste domingo, mesmo com uma quebra em sua bota. "O problema com o equipamento acabou me prejudicando bastante, mas acho que ser o sexto das Américas é um resultado excepcional. Na Europa não existem rivais à altura dos atletas que estão aqui, esses caras são de fato os melhores do mundo", comemorou o esquiador. "Conquistar um resultado desses aos 22 anos é uma realização muito grande e uma motivação para continuar me dedicando", comentou.
O esqui teve uma breve passagem olímpica, em Munique 1972, mas não faz mais parte das provas do programa olímpico. Há esperanças de que ele seja incorportado ao programa dos Jogos do Rio, como esporte exibição ou em 2020, em caráter permanente. "Se o esporte entrar para o programa olímpico, tenho certeza de que vai atrair muitos novos atletas. Quero estar lá em 2016 e acho que tenho boas chances, vou estar com 26 anos e o auge da carreira de um esquiador costuma ser em torno dos 30", disse Juliana.
Veja todos os resultados finais de Guadajara 2011:
OVERALL MASCULINO OVERALL FEMININO SLALOM MASCULINO SLALOM FEMININO |
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